Basicamente as testemunhas de Jeová
negam 4 doutrinas fundamentais do Cristianismo, a Trindade, a natureza do
homem, a salvação e o inferno. As testemunhas de Jeová tem bebido de fontes
antigas para influenciar suas alegações, duas delas são, o ebionismo (nega a
interpretação paulina da fé cristã e enfatizava a observância da Lei Mosaica) e
o arianismo (nega a divindade de Cristo, afirmando que Cristo é uma criatura e,
que, consequentemente houve um tempo que Ele não existia). A principal mensagem
das testemunhas de Jeová é: “Leia, creia, venda os livros de Russel e
Rutherford, fale de Deus como Jeová e de todas as Igrejas como anticristos –
faça isso e será salvo”.
Resumo histórico: o fundador dessa seita foi Charles
Taze Russel (1852 - 1916) era presbiteriano, depois foi congregacional,
adventista até por fim reunir-se com um pequeno grupo, do qual se intitulou
pastor e fundador, dessa forma, em 1884 nasceu o Russelismo.
Muitos nomes foram dados à seita, tais
como: Russelismo alvorecer ou aurora do milênio, estudantes da Bíblia, torre de
vigia até que em 1931 Rutherford, que foi o segundo líder da seita, deu o nome
definitivo as testemunhas de Jeová. Rutherford foi a personalidade mais
destacada da seita superando muito a Russel em volume literário publicado.
Em 1942, Nathan H. Knorr tornou-se
presidente das testemunhas de Jeová, logo após a morte de Rutherford, Knorr foi
um dos principais responsáveis pela versão “Tradução do Novo Mundo das
Escrituras” (lançada em 1961), considerada pelos integrantes da seita, como superior
as outras traduções. Um membro pertencente às testemunhas de Jeová observou que
a “doutrina” Jeovista mudou 148 vezes desde o ano de 1917 a 1926.
Falsas doutrinas:
Jesus Cristo: para eles é um espírito de grande
poder, angélico, criado por Deus. Deus o enviou para morrer na cruz, então ele
morreu para sempre, o que ressuscitou foi o ser angélico que antes existia. De
forma resumida as testemunhas de Jeová afirmam que Jesus não é Deus e que em
vida foi apenas homem, não é todo poderoso e foi criado pelo Pai, assim como as
demais coisas, não podendo, portanto, ser autor da criação. Igualmente negam a
possibilidade de Cristo realizar a expiação por nós. No concílio de Nicéia (um
dos concílios considerados universais) foi declarada a divindade de Cristo como
resposta ao arianismo, justamente a mesma doutrina usada pelas testemunhas de
Jeová. O grande trunfo da seita é sua tradução que adultera textos, com intuito
de comprovar suas alegações. Em Jo 1.1 encontra-se o seguinte: “No princípio
era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era um deus”. Através do
mecanismo de citar Jesus como um “deus” e não como Deus, assim como o texto
original, onde o “theta” aparece maiúsculo.
Trindade: negam a doutrina afirmando que a
palavra foi cunhada por Tertuliano e que não se encontra na Bíblia. Afirmam ser
uma doutrina influenciada pelo paganismo egípcio e inspirada pelo diabo.
Embora a afirmação de que o vocábulo
não existe na Bíblia seja correta, a afirmação de que o conteúdo da doutrina é
invenção de Tertuliano é errada. Pois, o que o pai da igreja realizou foi a
correta interpretação do que a Bíblia revela a respeito do assunto.
A doutrina clássica da Trindade afirma:
Não existem 3 deuses e sim 3 pessoas e uma só substância. Assim o Pai é um só,
o Filho é um só e o Espírito é um só, todos eternos, todavia, não são 3
eternos, mas sim um eterno, pois, não confundimos as pessoas, mas também não
separamos a essência (credo de Atanásio, paráfrase). Algumas referências bíblicas
a Trindade: Gn 1.1,26; 3.22; 17.1; Mt 3.16,17; 28.19; Jo 1.3; 10.30 e diversas
outras.
Espírito Santo: negam que seja uma pessoa e que seja
Deus, para eles é apenas uma força ativa, um poder ou influência divina sem
vontade própria. No entanto, apenas uma pessoa pode falar (At 8.29; 13.2), interceder
(Rm 8.26,27), ficar triste (Ef
4.30), dar ordens (At 13.2; 16.6,7),
ter vontade própria (I Co 12.11), amar (Rm 15.30), convidar (Ap 22.17), poder
ser resistido (At 7.51), ensinar
(Jo 14.26), guiar (Rm 8.4), testificar (Rm 8.16; Jo 15.26) e convencer (Jo 16.7,8). Além disso,
Jesus chamou-o de “outro parácletô” (advogado, intercessor, ajudador,
consolador) o que significa que Ele é da mesma natureza do primeiro, isto é,
Jesus (Jo 14.26; I Jo 2.1).
Imortalidade da alma e penas eternas: nessa área
assemelham-se aos adventistas, conforme citado anteriormente.
Escatologia: acreditam que Jesus vota não como
homem, mas como criatura espiritual gloriosa. Não aguardam uma volta visível e
exterior de Jesus, pois afirmam que nenhum olho humano o verá, nem mesmo
voltará Ele em um corpo carnal. O que fica claro aqui é que sua errônea crença
que Cristo não ressuscitou corporalmente conduza-os necessariamente a uma
crença na volta não física. Para justificar sua crença interpretam
completamente fora de contexto a afirmação de Jesus: “o mundo não me verá mais”
(Jo 14. 19).
Governo civil: rebela-se contra o governo civil
afirmando que a política, o comércio e a religião são três formas pelas quais o
diabo domina o mundo, logo segundo eles nenhum cristão verdadeiro deve prestar
ajuda a nenhum governo. Não prestam serviço militar, não aceitam cargo público,
não votam nem praticam outros deveres que a pátria impõe.
O cristão recebe a ordem de
seu Mestre: “dai a César o que é de César” (Mt 17.24-27; Mc 12.17).
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