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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

As Testemunhas de Jeová e suas Discrepâncias Teológicas



Basicamente as testemunhas de Jeová negam 4 doutrinas fundamentais do Cristianismo, a Trindade, a natureza do homem, a salvação e o inferno. As testemunhas de Jeová tem bebido de fontes antigas para influenciar suas alegações, duas delas são, o ebionismo (nega a interpretação paulina da fé cristã e enfatizava a observância da Lei Mosaica) e o arianismo (nega a divindade de Cristo, afirmando que Cristo é uma criatura e, que, consequentemente houve um tempo que Ele não existia). A principal mensagem das testemunhas de Jeová é: “Leia, creia, venda os livros de Russel e Rutherford, fale de Deus como Jeová e de todas as Igrejas como anticristos – faça isso e será salvo”.

Resumo histórico: o fundador dessa seita foi Charles Taze Russel (1852 - 1916) era presbiteriano, depois foi congregacional, adventista até por fim reunir-se com um pequeno grupo, do qual se intitulou pastor e fundador, dessa forma, em 1884 nasceu o Russelismo.
Muitos nomes foram dados à seita, tais como: Russelismo alvorecer ou aurora do milênio, estudantes da Bíblia, torre de vigia até que em 1931 Rutherford, que foi o segundo líder da seita, deu o nome definitivo as testemunhas de Jeová. Rutherford foi a personalidade mais destacada da seita superando muito a Russel em volume literário publicado.
Em 1942, Nathan H. Knorr tornou-se presidente das testemunhas de Jeová, logo após a morte de Rutherford, Knorr foi um dos principais responsáveis pela versão “Tradução do Novo Mundo das Escrituras” (lançada em 1961), considerada pelos integrantes da seita, como superior as outras traduções. Um membro pertencente às testemunhas de Jeová observou que a “doutrina” Jeovista mudou 148 vezes desde o ano de 1917 a 1926.

Falsas doutrinas:

Jesus Cristo: para eles é um espírito de grande poder, angélico, criado por Deus. Deus o enviou para morrer na cruz, então ele morreu para sempre, o que ressuscitou foi o ser angélico que antes existia. De forma resumida as testemunhas de Jeová afirmam que Jesus não é Deus e que em vida foi apenas homem, não é todo poderoso e foi criado pelo Pai, assim como as demais coisas, não podendo, portanto, ser autor da criação. Igualmente negam a possibilidade de Cristo realizar a expiação por nós. No concílio de Nicéia (um dos concílios considerados universais) foi declarada a divindade de Cristo como resposta ao arianismo, justamente a mesma doutrina usada pelas testemunhas de Jeová. O grande trunfo da seita é sua tradução que adultera textos, com intuito de comprovar suas alegações. Em Jo 1.1 encontra-se o seguinte: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era um deus”. Através do mecanismo de citar Jesus como um “deus” e não como Deus, assim como o texto original, onde o “theta” aparece maiúsculo.

Trindade: negam a doutrina afirmando que a palavra foi cunhada por Tertuliano e que não se encontra na Bíblia. Afirmam ser uma doutrina influenciada pelo paganismo egípcio e inspirada pelo diabo.
Embora a afirmação de que o vocábulo não existe na Bíblia seja correta, a afirmação de que o conteúdo da doutrina é invenção de Tertuliano é errada. Pois, o que o pai da igreja realizou foi a correta interpretação do que a Bíblia revela a respeito do assunto.
A doutrina clássica da Trindade afirma: Não existem 3 deuses e sim 3 pessoas e uma só substância. Assim o Pai é um só, o Filho é um só e o Espírito é um só, todos eternos, todavia, não são 3 eternos, mas sim um eterno, pois, não confundimos as pessoas, mas também não separamos a essência (credo de Atanásio, paráfrase). Algumas referências bíblicas a Trindade: Gn 1.1,26; 3.22; 17.1; Mt 3.16,17; 28.19; Jo 1.3; 10.30 e diversas outras.

Espírito Santo: negam que seja uma pessoa e que seja Deus, para eles é apenas uma força ativa, um poder ou influência divina sem vontade própria. No entanto, apenas uma pessoa pode falar (At 8.29; 13.2), interceder (Rm 8.26,27), ficar triste (Ef 4.30), dar ordens (At 13.2; 16.6,7), ter vontade própria (I Co 12.11), amar (Rm 15.30), convidar (Ap 22.17), poder ser resistido (At 7.51), ensinar (Jo 14.26), guiar (Rm 8.4), testificar (Rm 8.16; Jo 15.26) e convencer (Jo 16.7,8). Além disso, Jesus chamou-o de “outro parácletô” (advogado, intercessor, ajudador, consolador) o que significa que Ele é da mesma natureza do primeiro, isto é, Jesus (Jo 14.26; I Jo 2.1).

Imortalidade da alma e penas eternas: nessa área assemelham-se aos adventistas, conforme citado anteriormente.

Escatologia: acreditam que Jesus vota não como homem, mas como criatura espiritual gloriosa. Não aguardam uma volta visível e exterior de Jesus, pois afirmam que nenhum olho humano o verá, nem mesmo voltará Ele em um corpo carnal. O que fica claro aqui é que sua errônea crença que Cristo não ressuscitou corporalmente conduza-os necessariamente a uma crença na volta não física. Para justificar sua crença interpretam completamente fora de contexto a afirmação de Jesus: “o mundo não me verá mais” (Jo 14. 19).

Governo civil: rebela-se contra o governo civil afirmando que a política, o comércio e a religião são três formas pelas quais o diabo domina o mundo, logo segundo eles nenhum cristão verdadeiro deve prestar ajuda a nenhum governo. Não prestam serviço militar, não aceitam cargo público, não votam nem praticam outros deveres que a pátria impõe.
O cristão recebe a ordem de seu Mestre: “dai a César o que é de César” (Mt 17.24-27; Mc 12.17).

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