Facebook

Páginas

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Adventistas do Sétimo Dia, Porque Considero Uma Seita!!!



Resumo histórico: Em alguns países, como EUA, por exemplo, os adventistas alcançaram o status de “evangélicos” não sendo considerados uma seita, por muitos apologistas.
A história adventista inicia com Wiliam Miler (1782 – 1849 †) natural de Pittsfield, Massachussets, EUA. Wiliam era de origem Batista afirmava em 1818 que nos próximos 20 anos Jesus voltaria a terra (dois casos recentes no campo), em 1831 passou a anunciar que esse evento ocorreria em 23 de março de 1843. Para justificar sua conclusão Miler se baseou no texto de Daniel 8.13,14, para afirmar que as 2.300 manhãs e tardes correspondiam a 2.300 anos, que, de acordo com ele, deveriam ser contados a partir do retorno de Esdras a Jerusalém em 457 a.C.
Muitos de seus seguidores venderam tudo para aguardar a volta de Jesus, outros, todavia, entregaram-se a toda sorte de imoralidade sexual. Quando a “profecia” de Miler não se cumpriu ele, ao refazer seus cálculos, remarcou a data para 22 de outubro de 1844, que voltou a fracassar.
Depois disso Miler pediu perdão a sua igreja e foi servir a Deus rejeitando as novas “interpretações” que surgiriam a respeito de sua alegação. Vários grupos surgiram após a desistência de Miler, os mais proeminentes representantes desses grupos são: Hiram Edson, Joseph Bates e James White com sua esposa Ellen Gould. Hiram Edson após o fracasso de Miler afirmou ter tido uma visão, na qual Jesus estava de pé ao lado de um altar, dessa forma, ele reinterpretou a “profecia” de Miler, dizendo que esse simplesmente errou em relação ao local, mas que a data estava certa (teoria do santuário). Joseph Bates instituiu a observância do sábado. O casal White destacou-se por suas “profecias e visões”.
Os três grupos juntos formaram a igreja que hoje se chama de Adventista do Sétimo Dia. As principais doutrinas que distinguem os Adventistas dos evangélicos são: a observância da Lei, a guarda do sábado, a teoria do santuário, o juízo investigativo, o bode emissário, o espírito de “profecia” e o sono da alma.

Falsas doutrinas: vejamos as principais doutrinas distintivas e que caracterizam o Adventismo como seita.

A guarda do sábado: afirmam que se deve guardar o sábado, pois, faz parte da Lei que deve ser observada. Prestam singulares respeitos aos 10 mandamentos. Fazem a distinção de Lei moral (perpétua) e Lei cerimonial (transitória). Aliás, a maior parte dos cristãos faz essa mesma diferenciação, não observando, todavia, que essa separação não é bíblica e apenas fortalece a afirmação adventista.
Precisamos prestar atenção ao fato de que a própria Palavra de Deus não faz distinção entre categorias da Lei, quando cita a mesma em qualquer trecho que se faça alusão a ela, pelo contrário muitas passagens no mesmo texto citam Lei como sendo as cerimonias e logo adiante como sendo os princípios morais. Precisamos ter em mente que associar a Lei atual que usamos a uma Lei com mais de 3000 anos é um anacronismo. Essas categorias são utilizadas pela teologia como forma de explicar
Enquanto viveu nesta terra Jesus em tudo cumpriu a Lei de Moisés até mesmo oferecendo sacrifícios diante dos sacerdotes (Mt 8.4), participando das festas (Jo 7.10) e comendo o cordeiro pascal (Mt 26.19). Por isso, os versos que citam que a Lei foi cumprida por Cristo referem-se à depois da cruz.
A Lei de Moisés foi cumprida por cristo em sua integralidade, questões cerimoniais, dietéticas, morais (Rm 8.2-4), teocráticos e nacionais. Já não estamos mais sob a jurisdição da Lei de Moisés, pois esta foi expressa através dos 10 mandamentos (que a representam como um todo) tendo como recompensa para os judeus viver de forma que “se prolonguem os seus dias na terra (Palestina) que o Senhor teu Deus te dá (aos israelitas)” Êx 20.12. Os mandamentos, o que inclui os 10, foram todos expressos em uma estrutura judaica e teocrática, sendo todos restritos ao Antigo Pacto.
Todavia, isso não quer dizer que os princípios interpretativos morais (não confundir com Lei moral), que são os mandamentos que demonstram a natureza do Deus imutável, dos 10 mandamentos não possuam nenhuma ligação com Igreja, pelo contrário com exceção do mandamento de guarda do sábado todos foram reafirmados no Novo Testamento, no entanto, em outro contexto. Quando a Nova Aliança cita os princípios morais dos 10 mandamentos, o faz num contexto pessoal e universal, excluindo toda questão nacionalista judaica.
O texto de Hb 7.12 afirma que se mudando o sacerdócio faz-se também a mudança da Lei (seguimos agora a Lei de Cristo, I Co 9.21, Gl 6.2) e no versículo 18 diz que o precedente mandamento é ab-rogado por causa de sua fraqueza e inutilidade. A Lei era apenas sombra a essência é encontrada em Cristo (Cl 2.17).
Os discípulos de Jesus rejeitaram praticamente tudo da Lei de Moisés o que inclui a circuncisão “Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue (dietética), e da carne sufocada (cerimonial), e da fornicação (moral); destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá” (At 15.28,29 negrito e acréscimos entre parêntesis meus; Gl 5.6; 6.15).
Além do contexto diferente nos mandamentos da Antiga e Nova Aliança mais um detalhe nos comprova que, embora estejamos sob Leis semelhantes, ainda assim, não estamos sob as Leis do Antigo Pacto. O Antigo e o Novo Testamento possuem Leis contra o adultério, todavia, a punição é diferente em ambos os casos, no Antigo a pena capital (Lv 20.10) e no Novo a excomunhão da Igreja (I Co 5), mas com a esperança de retorno do pecador se houver arrependimento de sua parte (II Co 2.6-8).
Não podemos ter as leis do Velho Testamento como base para nossa vida. Se fosse assim, teríamos que apedrejar adúlteros, os homens precisariam usar barbas compridas, aos filhos obstinados deveríamos leva-los a praça central e apedrejar até a morte e as mulheres não poderiam tocar em nada durante a menstruação. Fora que teríamos que matar animais diariamente para oferecer como propiciação pelos nossos pecados. Portanto, “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).
Para sintetizar nossa salvação ocorre por Graça de Deus e não por observância da Lei (Ef 2.8,9).
Teoria do santuário: Hiram Edson afirma que na data de 22 de outubro de 1844 (Wiliam Miler) Jesus adentrou no santuário celestial para purifica-lo, permanecendo lá até hoje, e quando de seu término ele retornará a terra. Essa doutrina afirma que a expiação de Cristo na cruz não foi suficiente, desconsiderando completamente seu brado “está consumado”. Cristo atualmente exerce seu ministério em forma intercessora e não purificadora (Hb 7.25).

Sono da alma: é a afirmação de que após a morte, a parte imaterial do indivíduo entra em um estado de inatividade até a ressurreição, baseando essa interpretação em um entendimento errado principalmente de Ec 9.5. Todavia, não poucos textos bíblicos demonstram a alma consciente após a morte, em Ap 6.9,10 almas que foram mortas por causa do testemunho de Jesus, permanecem conscientes de si mesmas e de sua existência antes da morte. Moisés no monte da transfiguração conversa com Jesus, igualmente demonstrando que permaneceu consciente mesmo após a morte (Mt 17.1-8). O termo “dormir” usado em alguns contextos pela Bíblia, para referir-se a morte remete simplesmente ao fato de o morto não mais manter contato com essa “dimensão” da existência.

Aniquilação dos ímpios: assim como a falsa doutrina do sono da alma, essa também foi adotada e expandida pelas testemunhas de Jeová. Essa doutrina afirma que na ressurreição os justos ressuscitarão para gozo eterno, enquanto que os ímpios serão destruídos, para não mais existirem. Essa destruição, segundo os adventistas, dar-se-á de forma lenta, mas, implacável, até que culmine em uma aniquilação total.
O ensino Bíblico a respeito dessa questão é claro, o castigo e consciência daqueles que não creram em Deus será eterno, ainda que pareça isso horroroso aos nossos olhos, não se pode negar sua realidade (Mt 8.11,12; 13.42; 22.13; 25.41; Lc 13.24-28; 16.19-31; II Pe 2.17; Jd 13; Ap 14.9-11; 19.20; 20.10).
A palavra morte na Bíblia não é sinônimo de “aniquilação” e sim de “separação”.

Satanás, o bode emissário: sem dúvida é essa uma das doutrinas mais heréticas dos adventistas. De acordo com uma interpretação errônea de Lv 16.22,26 (base mais sólida é essa doutrina para que os adventistas não possam ser considerados cristãos) eles afirmam que o bode imolado representa Cristo e o bode emissário a satanás. Afirmam os adventistas que todos nossos pecados serão lançados sobre o diabo e serão carregados por ele, satanás então será destruído, expiando o pecado com sua vida. Duas heresias estão explicitamente visíveis nessa afirmação, à primeira é que satanás será aniquilado e a segunda é que ele é co-salvador de Jesus, pois, leva sobre si os pecados.
A correta interpretação do texto de Levítico é a que reconhece os dois bodes como duas fases da obra expiatória de Cristo: o bode imolado representa a expiação do pecado e o bode enviado ao deserto para morrer de inanição representa a remoção completa dos pecados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário